História
Do primeiro treino à Orion Art Jiu-Jitsu.
17 anos de tatame: a trajetória de Fernando Matos até a fundação da Orion, contada por ele.

O começo de um sonho
Minha história no Jiu-Jitsu começou em 2009, quando eu tinha por volta de 16 anos. Desde o início, gostei de competir, mas também de ajudar os professores nas aulas. Eu queria estar ali, aprender, auxiliar os colegas e fazer parte do desenvolvimento dos alunos.
Com o tempo, percebi que o Jiu-Jitsu era muito mais do que um esporte para mim. Eu queria viver dele, construir minha vida no tatame e transformar aquela paixão em profissão.
A experiência em São Paulo
Quando eu era faixa roxa, tomei uma decisão importante: fui para São Paulo treinar na matriz da Alliance, com Fábio Gurgel. Meu objetivo era aprender mais, evoluir como atleta e encontrar uma maneira de viver do Jiu-Jitsu.
Fiquei cerca de um ano por lá. Queria ter ficado mais tempo, mas meu pai estava doente e a saúde dele foi piorando. Infelizmente, ele faleceu, e essa perda marcou profundamente a minha vida.
Depois desse período, voltei para casa e segui a caminhada. Mesmo diante das dificuldades, permaneci no Jiu-Jitsu, comecei a dar aulas e fui buscando o meu espaço no esporte.
Aprendizado com grandes nomes
Ao longo dessa trajetória, conheci muitos amigos, professores e atletas. Entre os grandes nomes do Jiu-Jitsu com quem tive contato estão Fábio Gurgel, Xande Ribeiro, Saulo Ribeiro, Lucas Lepri e Leandro Lo.
Foram experiências que ampliaram minha visão sobre o esporte e fizeram parte da minha formação. Cada treino, cada conversa, cada competição e cada pessoa que cruzou meu caminho fizeram parte desse aprendizado.
Mais do que técnicas, fui construindo a minha maneira de enxergar o Jiu-Jitsu e de entender o papel de um professor.

A conquista da faixa preta
Em 29 de outubro de 2019, recebi a faixa preta, graduado por André Galvão. Foi um marco na minha trajetória, resultado de anos de dedicação.
Mas a faixa preta não significava o fim do caminho. Pelo contrário: era o início de uma nova responsabilidade como atleta e professor.
Eu queria continuar competindo, evoluir tecnicamente e ajudar outras pessoas a encontrar no Jiu-Jitsu oportunidades de crescimento.
“A faixa preta não significava o fim do caminho. Era o início de uma nova responsabilidade.”
Os anos como professor em Uberlândia
Em julho de 2019, entrei para a Atos Jiu-Jitsu em Uberlândia. Ao longo dos anos seguintes, construí uma parte importante da minha história como atleta e professor dentro da equipe.
Foram cerca de sete anos de convivência, treinos, aulas e competições que contribuíram para a minha formação profissional.
Nesse período, trabalhei para evoluir como competidor e como professor, conciliando a rotina de treinos com a responsabilidade de ensinar e acompanhar o desenvolvimento dos alunos.
As conquistas na categoria Master
Já na faixa preta, continuei fazendo aquilo de que sempre gostei: competir.
Na categoria Master, conquistei resultados em campeonatos importantes, incluindo o Internacional de Masters, o Europeu e o Sul-Americano. Também alcancei o quinto lugar no ranking brasileiro.
Essas conquistas são uma parte importante da minha trajetória esportiva. Com o passar dos anos, continuei buscando desafios e treinando, porque a vontade de evoluir não termina quando recebemos a faixa preta.
Para mim, competir sempre foi uma forma de testar meus limites, aprender e continuar crescendo no esporte.

O AVC e a decisão de continuar
Em 16 de dezembro de 2025, sofri um AVC isquêmico. Foi algo que mudou a minha vida e trouxe desafios que eu não imaginava enfrentar.
Durante a recuperação, precisei lidar com limitações e reconstruir a minha rotina. Mesmo assim, o Jiu-Jitsu nunca deixou de fazer parte da minha vida.
Voltei a treinar, retomei as aulas e voltei a competir. Em 2026, disputei o Campeonato Brasileiro, mesmo com uma lesão parcial no bíceps.
Também retomei a corrida, completei meias-maratonas e fiz uma romaria de quase 90 quilômetros.
Cada uma dessas experiências teve um significado próprio. Foram desafios que fizeram parte da minha recuperação e da continuidade da minha vida no esporte.
“Voltei a treinar, retomei as aulas e voltei a competir.”

O nascimento da Orion Art Jiu-Jitsu
Depois de tantos anos dentro do esporte, chegou o momento de iniciar uma nova etapa: construir minha própria equipe.
Em 2026, comecei a estruturar a Orion Art Jiu-Jitsu, um projeto que dá continuidade a tudo o que vivi e aprendi ao longo da minha trajetória.
A Orion nasceu com a proposta de ir além da luta. Quero construir uma equipe em que o Jiu-Jitsu contribua para o desenvolvimento do corpo, da mente e do espírito, ajudando cada aluno a evoluir dentro e fora do tatame.
Criar uma equipe vai muito além de escolher um nome ou montar uma academia. É preciso desenvolver uma identidade, organizar as aulas, estruturar o espaço, formar professores e auxiliares, cuidar dos alunos e construir uma cultura própria.
A Orion é a oportunidade de colocar em prática a minha visão do Jiu-Jitsu, reunindo tudo o que aprendi como aluno, competidor, auxiliar e professor.
Um novo capítulo
Desde aquele primeiro treino, em 2009, foram 17 anos de treinos, viagens, amizades, competições, perdas, aprendizados e conquistas.
Agora, começo uma nova etapa com a Orion Art Jiu-Jitsu. Não vejo a Orion apenas como uma academia. Vejo nela a possibilidade de construir algo próprio, transmitir o que aprendi e ajudar outras pessoas a encontrar no Jiu-Jitsu um caminho de evolução.
O sonho que começou lá atrás continua vivo. Hoje, além de competir e ensinar, quero construir uma equipe que carregue os meus valores e a minha maneira de enxergar o esporte.
A Orion é o próximo capítulo da minha história no Jiu-Jitsu.

Fernando Matos · Fundador e head professor da Orion Art Jiu-Jitsu
Aula experimental
O próximo passo
é seu.
Você não precisa ter todas as respostas.
Só precisa dar o primeiro passo.